quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Hoje o tempo é muito mais amigo

A primeira idéia que me veio à mente foi a de iniciar este texto afirmando a total crueldade do tempo. Mas, quando dei um pouco de espaço à razão, não pude! A frase ‘o tempo é cruel!’ já havia sido escolhida para a abertura. E, por que não? Simples! Esta afirmação seria uma enorme contradição, pois há muito defendo a idéia de que nenhuma ‘coisa’ ou ‘ser’ pode representar integralmente determinada característica, logo, não se deve definir algo (ou alguém) como ‘bom’ ou ‘ruim’, pois tudo dependerá do contexto. Mas, não quero complicar. Mudo a frase e sigo em frente!

O tempo é, entre outras coisas, cruel! Pronto, assim está melhor! A primeira frase só representou um sentimento de momento, pois deixei meu coração falar o que está pensando a respeito do tempo hoje. Isto só prova que ele está submetido ao tempo, pois nem sempre ele o considerou cruel. Há uma semana meu coração teria definido o tempo com o substantivo ‘amigo’. Amigo, pois o tempo está sempre conosco. É, também, nosso aliado. Com ele crescemos, experimentamos novas sensações, aprendemos a pensar. Enfim, são muitos os benefícios que o tempo nos traz. Mas, o que considero mais interessante é a capacidade que o tempo tem de nos mudar. Mudanças são extremamente necessárias, fundamentais.

Escolhi, não ao acaso, uma época de minha vida para exemplificar a minha consideração a respeito da necessidade das mudanças. O ano escolhido foi o de 2000, quando completei meus quatorze anos. Na época eu cursava a sétima série do Ensino Fundamental, que, hoje, já está sendo alterado de oito para nove anos, uma mudança. Mas, quero me prender às mudanças ocorridas em minha vida. Aos quatorze anos eu tinha muitas ‘certezas’ – que coloco entre aspas pois hoje elas não mais assim podem ser chamadas! Uma destas ‘certezas’ era a respeito da faculdade que eu cursaria: Matemática! Não havia outra opção. Para mim, a matemática era uma paixão. Era! O tempo a apagou. Hoje, não resta em mim nenhum gosto pelas Ciências Exatas. Posso dizer, até, que as abomino. Primeiro ponto para o tempo! Em 2000, minha posição política era a de um ‘direitista conservador’. Depois disto, o tempo já me fez experimentar a ‘esquerda liberal’, que hoje se transformou numa ‘quase’ indiferença aos processos político-eleitorais. Em 2000 eu não podia ouvir falar em Filosofia, algo que, hoje, me fascina. Ainda em 2000, eu não iria a um jogo do Galo, que, agora, é o time que mais vi jogar no Mineirão. (Mas, não sou atleticano. Que fique claro!) Eu teria muitas mudanças para compartilhar, mas, creio que quase ninguém as leria completamente. Então, vou passar à mudança que considero mais positiva. Aos quatorze anos eu não tinha amigos! Tinha pessoas, mas não amigos. Hoje, eu os tenho. Um número menor do que eu quero, mas bem maior do que eu mereço. E, graças a eles, eu escrevo este texto agora. Graças aos apoios recebidos, às palavras de incentivo, inclusive vindas daquele que me motivou a escrever este texto.

Eu disse que escolhi, não ao acaso, meus quatorze anos para exemplificar a necessidade das mudanças. Pois bem, escolhi a idade que um dos meus amigos- incentivadores completa hoje: quatorze anos! Alguém que tem crescido muito com o tempo, e que ainda colherá muitos bons frutos com as mudanças que ele ocasiona.

Enfim, se tiver que escolher entre ‘cruel’ e ‘amigo’ como melhor representante do tempo, escolho, agora, ‘amigo’. O tempo é cruel ao nos tirar muitas coisas e pessoas, mas, também, é amigo, pois nos concede a oportunidade de conviver com pessoas especiais.

Hoje, 1º de fevereiro de 2007, posso dizer que o tempo é, comigo, muito mais amigo, já que o ganho que tive é maior do que qualquer perda. Ganhei o décimo - quarto ano da presença do Caio em minha vida, em minha família, como meu primo.

Parabéns Caio! Aproveite seus quatorze anos, pois o tempo te levará a idades ainda mais distantes.
Hugo Rocha

5 comentários:

Caio disse...

fiote! O.o... oloco! fikei ate emocionado aki kara... =´] to ate xorano de emoçao! xD fi, c iscreve mto vei, c tem mto as moral, vc eh um genio! continue escrevendo no seu blog, porque, pode ser, que chegue um dia em que ninguem leia, mais concerteza, pelo menos uma pessoa vai ler... sou seu fã declarado manooo!! ow, brigadasso, mto obrigado mesmo! Deus te ilumine pra vc continuar 'fera' do jeito q vc eh... brigadao!

Anne disse...

Meuuuuu q liiindooooo. Se escreve mto bem!! Adorei!!! D+! D+! D+!
Sem palavras, porq depois desse texto fiquei até com medo de escrever rs.
Beijãooo!
te amuuuuuuu rs

Melki-Tsedek disse...

parabéns, Caio!!!
Deus abençoe! =]

Luís Moreira disse...

Sr. Rocha,

Concordo contigo no que diz respeito ao contexto das mudanças. Há mudanças positivas e negativas, tudo depende do contexto, da situação. Camões certa vez escreveu;

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança,
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."

É por isso que acredito no mudar. Mudar, seja lá as opiniões ou as preferências, é um processo de vida. Não concordo com a idéia que liga mudança à traição. Definitivamente não se trata disso.

Parabéns pelo texto, Hugo.

Natália disse...

A única palavra que pode descrever este texto é..
..PERFEIÇÃO..

Meu amigo Hugo!

Está de parabéns!

Sou sua fã! Pode sempre contar comigo!

Bjss!!

Amo Vc!

Deus abençoe sua vida.. mais.. e mais..