terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ausência

A ausência é dúbia,
A dor que traz pode ser dilacerante,
Os sorrisos que gera podem ser inebriantes.
Sentimento estranho a ausência,
Depende do momento.

A ausência que machuca pela falta,
Mostra que a gente se importa
Com aquilo que nos faz falta.

A ausência que dói pelo vazio,
Faz-nos buscar também aquilo que falta,
Para preencher o espaço deixado.

A ausência que nos faz sentir que nada importa,
Mostra-nos que algo deve importar,
Já que o espaço permanece lá,
Latente, gritando para ser visitado.

A ausência pode ser também portadora de certezas,
Algumas delas não tão certas,
Como a ausência da morte,
Que nunca é certeza de vida.
Existir não significa viver!

Nesse caso, a regra abre exceção,
Pois a vida não é vida pela ausência da morte.
A vida é vida por uma presença,
A presença viva do Amor,
Que pode preencher a ausência do ser,
Deixada pela falta de Deus.

Hugo Rocha

3 comentários:

Well disse...

Fantástico!!!

Andy disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Andy disse...

Puxa... muito bom!