segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Apenas a uma pessoa

Na última sexta-feira tive um dos melhores dias da minha vida. Já vivi mais de vinte e dois anos, encontro-me bem próximo de completar o vigésimo terceiro, mas não me esqueço de nenhum dos encontros que marcaram a minha existência.

Nada melhor que um encontro não pré-agendado, daqueles que são resolvidos em pouco tempo, em menos de dez minutos. Na sexta foi assim. Um convite, a aceitação, o encontro. Tudo breve, mas nada passageiro.

Um encontro verdadeiro marca. Gera mudanças. E foi assim. Eu já a conhecia, já a havia visto algumas vezes, já nos considerávamos amigos. Porém, nossas almas ainda não se haviam encontrado como naquele dia. Encontro que produziu trocas, identificação e se alojou na eternidade.

É incrível o poder de transformação de uma pessoa que te faz caminhar por territórios desabitados da sua própria alma. Quando uma pessoa se revela, escancara a sua verdade diante de nós, só podemos aceitar. Indignos que somos de partilhar daquilo que o outro nos entrega. Melhor ainda quando essa revelação também nos desnuda.

Encarar a realidade - que antes era só nossa - no outro, tem poder de ajudar a superar as limitações. Descobrir que medos – tanto os reais, mas principalmente os imaginários, inventados, supervalorizados – são comuns, nos liberta! Perceber que o outro também tem dificuldade de permanecer no presente, nos acorda! É importante viver o agora. O amanhã é ilusão. Uma criação daqueles que se esquecem do hoje.

Há coisas da sexta-feira que só existem na “minha sexta-feira”. Não vale a pena esmiuçar. Não é inteligível a todos. Apenas a alguns. Talvez apenas a uma pessoa. Por isso, só me resta agradecê-la.

Obrigado... por me ajudar a firmar meus passos no presente;
Obrigado... por me ajudar a vencer a dificuldade de plantar, com medo de que todos colham os frutos, menos eu;
Obrigado... por me tirar do território da solidão e, de mãos dadas, me assentar na ambiência da comunhão;
Obrigado... por me ensinar a enxergar “aquilo” como nascimento, um bebê a ser gerado, que, na hora certa, irá nascer;
Obrigado... por me trazer um pouco da eternidade aqui, na Terra;
Obrigado... por me fazer enxergar Aquele que nos une – o Amor.

Obrigado, Lisa!

Hugo Rocha

Um comentário:

André disse...

^^ É bom encontrar pessoas que conseguem fazer toda essa diferença... Bela sexta-feira! =D
Fico contente em ouvir sobre um dia seu menos solitário...

Abraço imenso mano...