quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rio, eu gosto de você!

O Amor de Deus flui de fontes inesperadas! Mesmo não sendo novidade para mim, essa verdade teve mais sentido na noite de ontem – quarta-feira. Com uma simples atitude, uma pessoa teve o poder de alterar muita coisa em mim.

Comecei a pensar no poder do movimento sincero em direção ao próximo. Movimento que Cristo conhecia bem. De ir às pessoas; e não esperar que elas viessem a Ele. É estranho.

Minha semana tem sido difícil. Problemas diversos. Tristezas variadas. Lágrimas constantes. E a “certeza” da solidão... Entre aspas pois a atitude de um rapaz – que fisicamente está muito mais distante que todos os meus amigos daqui – teve o poder de transformar o meu achismo de solidão na certeza da companhia.

Sim, palavras sinceras. Sem objetivos ocultos. Sem pedidos de retribuição. Apenas a expressão do valor que tenho na vida dele. Mesmo distante... Mesmo tão longe...

Certeza de que estamos juntos. Num mesmo caminho. Numa mesma jornada. A jornada de Amor proposta por Cristo. “Ame o teu próximo como a ti mesmo...” É engraçado. Tanta gente busca viver o Cristianismo – a Religião – das mais diversas formas. Seguindo as mais absurdas e desnecessárias leis. Mas se esquecem da atitude com a qual Cristo transformou a história da humanidade: o Amor. Esquecem-se de amar...

Tenho tentado amar... Tenho buscado ser Cristo na vida do meu próximo. Tarefa árdua. E nas horas de dor é normal esperarmos que o Amor de que precisamos venha das fontes próximas. Das pessoas a quem temos dedicado tempo e Vida. Mas os pensamentos do Amor (ou de Deus) não são os nossos pensamentos. São maiores. Não compreendem o tempo. Nem mesmo as distâncias. E Ele sempre sabe de onde virão as palavras que trarão cura ao nosso coração...

No meu caso, o Amor divino encarnado no humano veio de uma cidade maravilhosa. Veio de um companheiro de jornada que compreende o chamado de Deus... Por essas e outras, me lembro e canto as palavras de Tom Jobim:

“Minha alma canta,
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, seu mar, praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor,
braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você!”

Até breve;

Hugo Rocha

Viver é inevitavelmente difícil

Viver é inevitavelmente difícil. Não nego que existem coisas boas, mas nesses últimos tempos percebo que seria mais fácil se eu pudesse me isolar numa casa de campo, sozinho, sem contato com o “mundo” por um longo e indeterminado período de tempo. Eu e meus livros, meus CDs, alguns DVDs, mais alguns livros e muita coisa de comer. Sem responsabilidades, horários, telefones, celulares, internet e o mais impotante: sem pessoas. Se vou sentir saudade? Com certeza. Mas quem disse que saudade não é um sentimento bom para se cultivar? Sozinho? Não mesmo!

Tô precisando de um tempo para entender minha mente, meus sentimentos. Preciso de um tempo sem ver a idade chegar, sem me importar com o amanhã. Quero um tempo sem ouvir cobranças, dos outros e principalmente de mim mesmo. Quero um tempo para parar de me importar com os outros e com a impressão que deixo nas pessoas.

Este é um desejo razoável? Ou será que sou a pessoa mais egoísta do mundo?

Para não deixar pessoas preocupadas: estou bem, minhas férias estão ótimas! Descansado, relaxado, sorridente. Saí com amigos, conversei com amigos, ouvi meus amigos, fiquei com meus pais, li meus livros, ouvi minhas músicas, dormi! Mas apesar de tudo isso, minha mente não para. Sei que não realizarei meu desejo nem que eu quisesse, mas não custa nada sonhar.

Andy (que reflete o desejo da minha alma como ninguém. Não é à toa que somos irmãos!)

Momento

Minha vida seria bem mais fácil se eu conseguisse sofrer apenas a minha própria dor. Ter que dar conta da dor do mundo não é fácil.

Hugo e Andy

[Contradição™ 2006-2009] Por toda a vida

Ele estava sentado no banco da praça. Seu lugar favorito. Olhava para frente concentrado em algo que o resto do mundo não percebia. Ele sorria, e tinha na mão ainda o papel da bala que ganhara do avô mais cedo. Ele o preservaria para guardar dentro da caixa de sapato marrom, como costumava fazer com tudo aquilo que lhe davam. Alguns metros distante dele, sua mãe conversava com uma amiga.

Sua mão desenhava no ar o caminho do beija-flor que rodava um arbusto próximo, até que o viu partir pelos olhos marejados de lágrimas. Sua mão caiu sobre o colo, e seu olhar tristonho procurou a mãe que já vinha em sua direção com os braços abertos. Desceu apressado do banco e se jogou confiante no colo da mãe, que o amparou com todo cuidado, e o aninhou nos braços quentes e protetores. Ficaram assim durante algum tempo, até que ela o colocou no chão calmamente e os dois foram caminhando de mãos dadas pela beira do lago.

Não diziam palavras, pois elas não eram necessárias. Sentia que podia ficar assim para sempre. Ele sabia que enquanto a mãe estivesse ali, nada poderia lhe acontecer. Segurava forte a mão calejada do trabalho doméstico, a mão que tinha o conhecido cheiro do sabão em barra com o qual ela lavara as roupas mais cedo.

O sol começava a sumir por trás das árvores altas quando sentiu sono. Estendeu os braços pro alto, e prontamente foi erguido e com a cabeça encostada no ombro da mãe, adormeceu enquanto ela caminhava de volta para casa. Podia sentir o cheiro doce de alfazema que saia dos cabelos dela.
Guardaria essa recordação por toda vida.

Quando se deu conta, estava deitado em sua cama, onde sua mãe, sentada na beira dela, velava seu sono. Tinha os olhos de um verde acastanhado que pareciam brilhar mais do que as estrelas. Mas seus próprios olhos estavam pesados, e mal conseguia mantê-los abertos. Ela baixou a cabeça até bem perto do seu ouvido e lhe sussurrou a canção de ninar que ele tanto amava. Calmamente deixou-se levar pelo ritmo contínuo da canção e pouco a pouco foi deixando o mundo real para encontrar o mundo dos sonhos.

Pôde sentir ainda o leve roçar dos lábios dela em sua testa e a coberta que era chegada até seu queixo... E então... Dormiu!
Guardaria essa recordação por toda vida.

20 anos depois...

O vento frio vinha sem dó. Levantou discretamente a gola do casaco, enquanto olhava a inscrição no túmulo, já um pouco apagada:

“E foi no silêncio das palavras que resolveu guardar todo seu amor no olhar de estrela”

Já fazia três anos desde sua morte.

Já se preparava para ir embora quando de repente viu um beija-flor que sobrevoava as flores recém colocadas no jarro de vidro. Acompanhou seu voo apressado até ele sumir de vista. Com um leve sorriso nos lábios pôs-se a caminhar olhando o pôr-do-sol, lembrando de um parque e assobiando uma velha canção de ninar que um dia ensinaria aos seus filhos.

Andy

Encerrando o mês de textos convidados, André. Ou apenas Andy. Meu irmão que nasceu de pai e mãe diferentes. Dispensa mais comentários! As palavras se perdem na hora de falar dele. Escreve no kEbranDo a rOtiNa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Tarde fria

Movimento das ondas
Acompanhado pelo meu ser
No mar a revolta
Que reflete meu viver

Tarde fria
Vento que incomoda meu rosto
A frieza desse dia choca-se
Entra em confronto
Com o calor do meu ser

Revolta e movimento
O calor da espera
Um desejo
Um anseio
Esperança de um dia melhor

Hugo Rocha
*Escrito na segunda-feira, 20 de julho, na praia de Piúma (ES)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aos meus amigos

Às vezes sinto-me tentado a desistir. Não, às vezes não! A cada dia esses momentos têm se tornado mais presentes. O convite à desistência é atraente, tentador. Mas mostra a proximidade da morte. Digo a morte mais cruel: a das esperanças. Viver sem esperanças é está morto, porém condenado a vagar uma vida toda sem motivação alguma de existir.

Canso-me dos discursos simplistas dos religiosos. Sinto pena dos ateus. A cada dia vejo que a única diferença entre ambos é no que diz respeito ao bom senso. Os primeiros discursam sobre deus, um ser que nunca existiu. Os segundos têm mais bom senso, por não acreditarem na farsa que lhes é apresentada como sendo Deus, mas que não passa de um deus. Entristece-me ver que o deus religioso os impede de desfrutar conscientemente do Amor que sopra todos os dias sobre eles.

Canso-me de ver a aproximação que religiosos fazem entre Graça e pecado. É triste ver que eles realmente não percebem o quanto são cegos. Não entendem que a amiga do pecado é a Lei, e a culpa sua fiel ajudadora. É ridículo olharem, mas não conseguirem ver, que quanto mais culpados se sentem, mais pecados cometem. É assustador perceber que eles não veem que a Graça é a única libertação possível.

Canso-me de ver pessoas esperando a libertação divina. Não entendem que a Cruz basta e que o resto é responsabilidade deles. Não percebem que esperar de Deus mais que aquilo que Ele já fez é colocá-lo em posição operacional, fora do coração. Leem, mas não entendem, que a Graça nos basta, pois o poder do Pai se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

Canso-me de ver seres tristes por estarem distantes de Deus. Não entendem que a proximidade dEle não depende da perfeição humana, impossível de se atingir. Mas depende principalmente do reconhecimento da incapacidade de se alcançar a presença do Pai por merecimento, aliada à decisão de aceitar, em fé, que Ele está próximo porque quer.

Canso-me de ver os que se dizem cristãos condenando pessoas ao inferno. Não entendem que o inferno pior é a vida na Terra distante da consciência da Graça e do Amor de Deus. Nada fazem para aproximar ninguém do Amor, pois nem eles mesmos o conhecem. Para os religiosos, a salvação é fruto de uma declaração, de dizer que se aceita a Jesus, embora, na maioria dos casos, quem diz aceitar não sabe a quem aceita; só sabe que aceita, com o objetivo de receber algo em troca.

Canso-me de ouvir discursos de quem não entende o significado da Ceia. Acham que comer um pedaço de pão e tomar um pequeno cálice de suco de uva tem algum poder. Não entendem que participar do momento, sem absorver Cristo e o significado da Cruz, nada mais é que ingerir algumas calorias. Pensam que o ato de examinar-se, para depois tomar a Ceia, tem o objetivo de mostrar quem deve e quem não deve sentar-se à mesa. Não entendem que este é apenas um convite para a percepção da Graça e do Amor do Pai, já que atrairá juízo sobre si somente aquele que, na sua presunção, se achar digno e merecedor de comer do Corpo e beber do Sangue do Cordeiro.

Canso-me de falar e não ser ouvido. De explicar e não ser compreendido. De tentar deixar o Amor de Deus passar por mim e chegar aos outros e receber ódio em troca. Sim, canso-me!

Mas revigora-me uma coisa: saber que o caminho árduo não tem sido trilhado sozinho. Vejo que, quando acompanhado, a trilha se torna leve e suave. E convida a prosseguir. Todos os que caminham ao meu lado mostram-me mais uma face da Graça e do Amor de Deus sobre mim.

Posso enfim declarar que apesar de estar cansado de tantas coisas, dentre elas até de viver, de uma coisa não vou nunca desanimar. Nunca me cansarei do Amor. Seja vivendo, falando ou espalhando. Pois se Deus é Amor e eu vivo apenas em Deus, torno-me servo do Amor, preso a Ele. Não me resta alternativa, senão ser canal desse Amor. No dia em que o Amor não estiver mais em mim terei morrido. Apesar da incredulidade, ainda acredito na esperança das coisas que hoje não vejo. Contraditório, como sempre...

Creio no Amor, apenas nEle!

Hugo Rocha
Para os que estão próximos e para os que, mesmo distantes, conseguem permanecer junto ao meu coração, onde são mais que conhecidos, assim como meus manos blogueiros Kennedy Lucas, Pavarini e Will.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Minha culpa

Sou culpado do amor com que amo! Sou responsável pela minha dor. Aos desavisados, alerto que o amor pode machucar. Amor e dor andam de mãos dados. Entrelaçados. Nutrem-se. Completam-se.

A quem gosta de sorrir todos os dias, não recomendo o aprendizado de amar. Amar dói.

Assumo integralmente a culpa pela minha dor. A despeito dela, tive que aprender a sorrir.

Plenamente consciente de ser o amado de Aba.

Isso me basta!

terça-feira, 14 de julho de 2009

[Contradição™ 2006-2009] Breves palavras sobre uma intensa amizade

Deixa comigo Kennedy.

Ainda tenho 21 anos. Sou um menino que conjectura coisas na vida, mas aprendi bastante – não o suficiente, enfim, nunca o suficiente – sobre o amor.

Uma das proezas do amor é sua transcendência: Não obedece a geografias, não se limita a tempo, não sucumbi ante as circunstâncias – isso quando firme e consolidado.

Sábios foram os teólogos que dividiram o amor em “seções”: Ágape (amor de Deus), Eros (amor de desenvoltura sexual), Filos (amor de amigo, irmão). Na verdade não se trata apenas e simplesmente de divisões do amor, mas adequações às circunstâncias que dinamizam a existência.

Conheci o Hugo pelo twitter – essa ferramenta consegue unir, mais do que muitas comunidades -, o que me deixou curioso foi o Nick: Hugondim. Mas, para minha grata surpresa, trata-se de um apelido, fruto do seu encantamento e fascínio com Ricardo Gondim – Aleluia! Eu também amo muito o Pastor Ricardo, alguns até me apelidam de ‘Ricardólatra’...tudo com muito equilíbrio e sensatez.

Pois é, com o tempo – menos de 6 meses – nosso vínculos se fortaleceram, fincaram-se sobre a Rocha (Cristo) e hoje tenho o prazer de passar pelo seu perfil no Orkut para dizer a ele que “o amo”.

Na verdade o filos nos envolveu. Hugo mora em Belo Horizonte-MG e eu em Diadema-SP, nunca nos vimos pessoalmente, eu nunca ouvi sua voz, nunca lhe dei um abraço, ainda não sentei à mesa com ele para comer e beber, mas a transcendência do amor se fortalece entre nós.

Considero a amizade algo mais excelente que o casamento - não creio que exista casamento sem amizade -, é a mais doce expressão da trindade, posto que Ela, a bendita família, é um abraço eterno entre três grandes amigos que se querem bem, a ponto de não subsistirem por si só.

Tenho pra mim que alguém é meu amigo “de/na verdade” quando me ponho a falar com o Altíssimo e logo me lembro de interceder por este amigo; o Hugo é um dos primeiros que me chegam à consciência. Ainda que distantes, posso sentir as vibrações do seu coração, mesmo quando conversamos sobre futebol – ah, como é gostoso falar de futebol com ele.

O ‘contradição’ chega aos seus três anos e, mesmo que o conheça há 6 meses, já me sinto em casa. Normalmente a casa de um amigo é nossa casa também, temos a liberdade de abrir a geladeira e etc. Confesso: Venho aqui para me alimentar. Sinto que o ‘contradição’ é uma belém (casa de pão) na internet para mim. Mesmo que cheio de contradições, consigo olhar nas entrelinhas e perceber alguém apaixonado por Cristo e pela vida e isso me basta.

Meu amigo, mais uma vez: Parabéns pela contradição de cada dia! Sua vida me inspira...poderia escrever um livro com sua história, seus relacionamentos com as pessoas e com as feridas que você encara; mesmo assim cheio de graça e amor. Parafraseando o Pastor Ricardo, eu também tenho inveja de quem consegue amar como você, compreendo suas limitações e falhas, tal como o Kennedy (como gostar do Diante do Trono, rárárá), mas mesmo assim, não tenho vergonha de dizer que Te amo!

Will
Ele já contou como nos conhecemos. O detalhe é que de apenas uma pergunta despretensiosa surgiu uma das melhores conversas que já consegui ter através do MSN (não costumo ter muita paciência pra conversas virtuais). Will é um cara apaixonado pela mensagem do Evangelho e uma das pessoas que me motiva a continuar acreditando na transformação dessa sociedade através do Amor. Seus textos são como bálsamo para o meu coração. Suas palavras têm o raro poder de tocar no mais profundo território da minha alma. Talvez por isso nossos corações tenham se encontrado. Ele pode ser lido no (ótimo) blog Celebrai!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

[Contradição™ 2006-2009] Amo um[a] Rocha

Antes de tudo, quero esclarecer que não sei de onde o Hugo tirou a idéia de que eu escrevo bem. Convidou-me para escrever algo para seu blog com o argumento (nada convincente, rsrs) de que ele gosta de meus textos. Fico realmente lisonjeado pela oportunidade, pra mim isso é um prazer. Vou então falar de como ele tocou meu coração e cativou o meu amor.

De todas as coisas boas que me aconteceram estes últimos tempos, uma das mais preciosas, se não a mais, foi ter conhecido o Hugo. Agradeço a Deus por sua vida e por me dar a oportunidade de ter a amizade de um ser humano como ele. Sim, humano. Muito humano, assim como eu, como você e como Jesus. Sim, como Jesus! Deixe-me explicar:

Lembro-me muito bem, um dia desses em que estava com muitas perguntas e poucas respostas na minha mente. Tinha adquirido muito conhecimento a respeito de coisas sobre Deus, sobre a vida e sobre religião e precisava conversar com alguém para digerir isso tudo e tentar entender direito. Quem foi o "ombro amigo" (ou ouvido amigo)? Ele mesmo, o Sr. Hugo.

O estopim da conversa mais “renovante” que tive por MSN foi: "Manu, teu coração está nas mãos de Deus?" (ou algo assim) - eu perguntei - Confesso que sua resposta me surpreendeu. Disse-me que não havia compreendido a pergunta. Foi sincero, e eu entendi. Começamos então a falar sobre amor, fidelidade, novo nascimento. Me falou como ele se sentia em relação ao mundo. Pude sentir seu inconformismo com os padrões "deste século", como diria o Ap. Paulo, sem citações bíblicas. Sua sinceridade, sua transparência e sua sensibilidade são tão notáveis que... [não consigo explicar]

Conversa vai, conversa vem e chegamos ao assunto religião. Desde a queda do homem até os dias atuais. Discutimos como ela, por muitas vezes exerce o papel contrário à sua devida utilidade. Como o homem, inutilmente tem tentado se reconciliar com Deus através dos mais diversos meios incluindo ritos vazios e regras morais e como Deus enviou Jesus em forma de homem para destruir essa coisa maldita. Mas, uma das coisas que mais me pôs a pensar, por vários dias até, foi com relação a sua identidade em Cristo. Fiquei totalmente impactado e isso renovou minha mente!

Ele compartilhou comigo como Cristo faz parte de seu ser. Como não conseguia se ver de outra forma a não ser nEle. Confesso que isso mexeu muito comigo. Pela primeira vez ouço o testemunho de alguém que realmente tem Jesus no coração e faz isso ter sentido. Aliás, o que é ter Jesus no coração? Como posso entregar meu coração a Ele se Ele está em meu coração, e se meu coração na realidade é Ele! Voltamos à pergunta inicial. Respostas? Aos poucos vou descobrindo.

Aprendi muitas coisas com meu irmão, tanto que ele se tornou uma espécie de "conselheiro" às vezes. Quando tenho crises existenciais, pra quem recorro? Ele mesmo. Quando não tenho nenhum assunto, com quem converso? Ele mesmo. Ele se tornou pra mim algo como uma rocha (esse sobrenome me soa familiar), mas não pela perfeição, pois isso ele certamente não é, mas pela sua confiabilidade e honestidade. Meu "manu" é a uma das pouquíssimas pessoas que me sinto à vontade para ser eu mesmo. Acredito que Deus fez muita coisa na vida desse homem. Sua alma é extremamente rica, amorosa e graciosa. Uma alma assim só pode ter o toque especial de Papai. Eu e o Will seremos eternamente gratos por termos sido agraciados com tamanha benção que é a amizade desse cara. Falando sobre amizade, Will continua o papo...

Kennedy Lucas
Esse rapaz começou a me seguir no twitter e, logo de cara, perguntou-me se eu podia escrever um texto para o blog dele. Aceitei! E desse pedido surgiram dois textos e uma grande amizade. Apesar de ainda se assustar com alguns traços da minha contradição (como eu gostar de Diante do Trono, rárá), aos poucos o Kennedy tem aprendido a me aceitar e as perseguições têm cessado (aleluia! rárá). Mas esquecendo-me das (verdades disfarçadas de) brincadeiras, respondo ao questionamento feito por ele no início do texto: gosto do que ele escreve justamente pela sinceridade e pela alma que ele coloca em cada linha. Gosto da verdade (mesmo que não seja “a verdade”, mas “uma verdade”) que ele diz. E me constranjo com tanto amor derramado e entregue nas linhas acima. Leitura que me exigiu algumas lágrimas... O Kennedy escreve no blog Geração Renovada. Vale a pena a visita. Ainda mais agora que o blog está de cara nova: um belíssimo trabalho!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

[Contradição™ 2006-2009] Sociedade utópica

Capitalismo que te quero anarquia...
Por que via lhe encontrar?
Qual regime defender?
Defendo uma sociedade justa e sem desigualdades sociais
Não necessariamente pela via do capitalismo
Ou do socialismo
Cabe a nós utilizar aquilo que nos foi dado.
Não somos tidos como animais racionais,
Dotados de razão e que pensam?
Por que não nos utilizarmos dessa “arma”?
Acabar com as desigualdades
Somos seres pensantes...
Será?

Seria melhor se o povo se conscientizasse
E se mostrasse aberto para o "ser" e não para o "ter"
Por que eu não quero "ter" alguém, quero "ser" alguém
Eu não quero "ter" a diferença, eu quero "ser" a diferença.

A formação de qualquer um não se faz pelo entendimento
Se faz pela via da reflexão
E refletir às vezes dói muito
Principalmente quando se trabalha com uma coisa que é tão mutável
Que muda de pessoa para pessoa
A subjetividade
Se constrói pelo coletivo
Mas é individual

Refletir acerca de si
Não implica em entendimento
Implica em confrontos
Entre a dura realidade
E aquilo que fantasiamos
É cruel muitas vezes

Entender que somos o mundo
Cada um
Cada ser vivo ou inanimado

O que será feito de nosso futuro?
Eu não sei
E você?
O que espera?
Espero consciência
Que o mundo aprenda que amar...
É construir
E amor é algo incondicional
E universal
Amai-vos uns aos outros
Fazeis um mundo feliz
Não pela via da falta
Mas pela via do desenvolvimento
Desenvolvimento sustentável
Amores sustentáveis
Relações sustentáveis

Façamos um mundo melhor
Ou vamos fazer um filme?

Alessandra Kelly Belmonte
Todo homem tem uma melhor amiga (ou pelo menos deveria. Eu aconselho!). Na minha vida, nesse posto, está a Alessandra. Nos conhecemos no início de 2003, quando cursávamos o segundo ano do - na época - Ensino Médio. Éramos da mesma sala e nunca perdemos o contato. Talvez só exista mais uma pessoa que me conhece tão bem quanto a minha melhor amiga: o meu melhor amigo. Raros são os que entendem tão bem a minha constante contradição.

terça-feira, 7 de julho de 2009

[Contradição™ 2006-2009] Realidade: minha verdade!

- Eu floreio minhas verdades.
Ele gostava de ler e em uma dessas aventuras, teria encontrado uma frase que o levou a refletir sobre a verdade; o que é a verdade?
- Não sei.
- A verdade é dura.
- Também.
Viver não é fácil. Depara-se com tantos problemas nessa caminhada que ele (quem?) procura algumas formas alternativas de deixar tudo mais agradável. Um olhar otimista, porém realista. Nada de utopia, mas de sonhar ainda não o proibiram.
- Esses dias me peguei aumentando um fato, nada de mentiras, mas é que as coisas não teriam acontecido bem daquela forma. Uma frase a mais, uma a menos, uma entonação “x”... Tudo para fazer da realidade algo “fabuloso”.
O cotidiano é banal e a rotina a qual nos sujeitamos muitas vezes é chata. Cansativa.
- Faço recursos, busco-me em tudo: aumento ou/e diminuo. Procuro acabar com as dores e reforçar: eu sou feliz. Eu consigo!
Ele consegue! Ah, eu afirmo: ele consegue. No seu jeito criativo de ser e tentar agradar a si e ao outro com piadinhas, gracinhas, brincadeirinhas, etc. Ele tenta ser o mais verossímil possível. Tenta!
- E consegue.
Mortes, assaltos, saltos, verdades, verdades, mentiras! Assaltos, assassinados, coitados! “Um avião da companhia Air France está desaparecido”. Tragédia no ar. Entre um ato e outro... Vivos? Na televisão, o humano, demasiado humano, exposto: “É só hoje, não percam a promoção”.
- Estou passando mal.
- Acalme-se.
- Que caos!
- Temos antidepressivos.
- Não quero.
- Temos maconha, LSD, êxtase, etc.
- Não quero.
- Temos um caixão, é de última geração, um designer francês que confeccionou.
- Não, muito obrigado.
Parece que cada um tem o seu mecanismo de defesa, suas armas para fugirem dessa realidade atroz. E ele (quem?) aumenta, brinca, esconde ali e aqui, camufla, maquia tudo – o mundo – para viver. Ele acredita, pensa, inventa uma verdade pra si. E assim, ele vive.

Meu Irritante Eu
Meu irritante eu é Filipe Arêdes. Amigo que conheci através do blogger. Gosto especialmente do blog dele pelo seu texto. Único e diferente. Em tempo de tantas coisas/pessoas iguais na blogosfera, o Lipe consegue fazer/ser diferente. O que ele escreve – e, principalmente, a forma daquilo que ele escreve – muito me agrada. Sou especialmente atraído pelo fato de discordarmos muito. A forma de o Filipe ver a vida frequentemente me irrita. Mas também, em igual medida, provoca-me à reflexão. E por isso é uma honra ter um texto desse irritante eu aqui no contradição™.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

[Contradição™ 2006-2009] Em 3 anos...

Em 3 anos muita coisa muda.

Em 3 anos se aprende a esquecer...
Em 3 anos se aprende a amar...
Em 3 anos se aprende a desprezar...

Em 3 anos quebram-se barreiras.
Em 3 anos mudam-se opiniões.
Em 3 anos criam-se preconceitos.

Em 3 anos a gente desiste...
Em 3 anos a gente insiste...
Em 3 anos a gente desiste de novo...

Em 3 anos descobertas são feitas.
Em 3 anos decisões são tomadas.
Em 3 anos uma vida é transformada.

Em 3 anos a gente muda.
Em apenas 3 anos, eu deixei de ser quem eu era...
Em 3 anos...

brandon heath - I'm not who I was

Leandro Neri
Leandro e eu nos conhecemos em abril de 2007, durante o VIII Congresso de Louvor e Adoração Diante do Trono, em Belo Horizonte. Um dos pontos que nos aproxima, creio eu, é a posição crítica em relação à igreja evangélica brasileira e à música produzida pelo meio chamado gospel. É claro que o assunto não morre aí. Desde então, temos mantido contato por MSN, já que ele mora na capital federal. Muito crítico - e coerente, vale ressaltar -, é um procrastinador nato e escreve sobre cultura - especialmente sobre música, uma das suas (nossas) paixões - no seu blog, Neri BING.

domingo, 5 de julho de 2009

Três anos de contradição™

Há exatos três anos comecei a postar neste blog. Sem nenhuma elevada pretensão. Queria apenas exercitar a escrita. Escrever faz bem à minha alma. Escrevo, antes de tudo, para mim mesmo! Para tentar me entender. Para tentar tirar de mim aquilo que incomoda. Colocar pra fora. Em prosa. Em poesia. Palavras. Sentimentos.

No dia 5 de julho de 2006, escrevi em O nascimento de um blog: "Diariamente, no mundo, são inúmeros os blogs criados. Os objetivos são os mais diversos, vão desde a utilização do blog como um diário, até a utilização deste meio como um espaço de exposição de idéias. Neste blog, pretendo expor textos e idéias, próprios ou não. O objetivo não é o de convencer as pessoas das idéias aqui expostas, mas, sim, de expor estas idéias sobre os mais diversos assuntos, como uma forma de reflexão sobre estes. Enfim, este blog cumprirá um papel de laboratório, onde pretendo testar, arriscar, com o intuito de melhorar e aprimorar meus talentos, se é que assim os posso chamar. Então, fiquem à vontade para opinar e criticar, positiva e negativamente."

Nesta semana, vou publicar alguns (poucos) textos de amigos. Donos de blogs que eu gosto de ler, que atenderam meu apelo e me presentearam com aquilo que escrevem.

Hugo Rocha

. incoerentes .