sexta-feira, 20 de novembro de 2009

You have made me glad

Confesso que escrevi muito em 2009. Confesso que, de repente, a inspiração cessou. Justamente quando a dor mais forte chegou. A dor de perder. Confesso que, por mais que eu tente, ainda não compreendi a dor da perda. Confesso que não gosto de perder. Sei lá se alguém gosta; eu, definitivamente, não!

Confesso que pensei em desistir de muitos sonhos. Confesso que abandonei planos. Abandonei a esperança. Confesso que cheguei a fazer amizade com a morte. Antes, tão distantes. Agora, íntimos e próximos.

Mas confesso que quando me faltava fôlego e vontade de seguir, surgiu uma luz! Não, ela não veio do fim de um túnel. Confesso que veio da sua voz, que me chamou em meio à escuridão.

Confesso que, de mãos dadas, resolvi sair do túnel onde estava. Perdido, sujo, cansado. Confesso que tive medo de encarar uma vez mais a vida. Porém, você me deu a mão e coragem para me levantar uma vez mais.

Confesso que você me lembrou que ainda estou vivo!

Confesso que você trouxe à minha memória a lembrança de quem sou!

Confesso que, com você, tive coragem para encarar de novo o presente, sem temer tanto o futuro!

Confesso que você me ajudou a sorrir e a seguir!

Confesso que você se tornou importante de uma maneira única, especial...

Confesso que, de repente, me vi sorrindo e acreditando outra vez - por causa de você!

Confesso que “you have made me glad”.

Confesso que tenho medo de perder uma vez mais! Já confessei que não sei perder. Não gosto de perder...

Confesso que não me arrependo de ter dado ouvidos a cada dia em que você chamou pelo meu nome com a sua tão bela voz!

Então, por favor, confesse que não vai embora do meu coração...

Pois, acima de todas as confissões, eu confesso que nunca vou me cansar de confessar o quanto amo e preciso de você.

Hugo Rocha

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Singeleza da dor

A singeleza da dor
Que me acomete
Lembra-me a ternura
Do “Um Amor”
Que enobrece

Dor e amor
Tão imensos
Tão intensos
Tão fortes
Amor e dor
Há algum coração
que, em paz,
os comporte?

Muito duvido,
mas nunca convicto!
Esqueço-me, ignoro, fujo
Pouquíssimo sei

E apenas sei coisas minhas
Conheço o Amor com que amo,
Aquele que me livra da morte,
E a dor que me atinge,
a cada segundo mais forte

Hugo Rocha

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Minha visão de Tua visão

Enfim assisti ao mais novo lançamento da Som Livre, braço musical das Organizações Globo (para muitos, representante direta das Trevas), que agora passa a representar o “inteligente povo de Deus” – também chamados de “evangélicos” – através da distribuição dos produtos do Ministério de Louvor Diante do Trono.

Após investir quase duas horas do meu tempo assistindo ao DVD Tua visão (sim, assisti do início ao fim, inclusive as péssimas Tua visão e Meu irmão, além dos espontâneos, que não desapareceram totalmente, para minha tristeza!), sinto-me instado a comentar:

01) Uma coisa que assusta, logo de cara, é a roupa da líder do grupo. Tão certo quanto o seu mau-gosto característico é a capacidade que ela tem de se superar. Conseguiu o pior figurino até então!

02) A primeira música, Vestes de louvor, é até bonita. Mas, como tudo que é bom pode ser estragado, o fim é sofrível. Dispensável aquele “vem dançar comigo...”.

03) Durante a canção Bênçãos que nem sei contar, pode ser vista a primeira aparição de um ônibus metropolitano, fato que se repetirá ao longo do DVD. Provavelmente uma homenagem às caravanas presentes no show, como as de cidades distantes: Betim, Ibirité, Ribeirão das Neves etc.

03) Voltando à parte musical, a segunda canção, Vive o Senhor, também bela, mas outra vez quase estragada; desta vez pela oração encaixada no meio. O bom é que dividiram as faixas. Dá pra pular e ir direto à continuação da música. Aplausos para quem o fez!

04) A música-tema, Tua visão, além de ter uma letra bastante piegas, consegue ficar pior por causa daquele “ouôô”. Quando é o público cantando, então, o nível desce ainda mais.

05) Não posso deixar de falar dos erros – já tradicionais e recorrentes - nas legendas, e até nas letras das músicas. Não tenho paciência – nem tempo – pra fazer uma lista. Então falo logo que nada me incomodou tanto quanto a repetição do vale à pena. Triste! Será que é difícil entender que a expressão vale a pena é sinônima da expressão vale o esforço? Não existe preposição. E, sem preposição, não há e nunca haverá crase...

06) A cena do colírio é hilária. Não vou falar mais. Quem assistir, entenda! Obviamente, culpa dos espontâneos. Se eles não existissem... Pena que o se nunca conta! Os inúmeros pedidos de perdão também já cansaram. Sempre a mesma coisa. Até os pecados dos animais de estimação devem constar nessa infinda lista.

07) O espontâneo Aba Pai, retirado da canção Nos braços do Pai (uma das minhas preferidas do grupo), é, para mim, um dos pontos altos do DVD. Mas a montanha-russa desce bem rápido, como é de praxe. A seguir, Mariana e Felippe Valadão sobem ao palco para cantar Meu irmão, uma música que ficaria ótima na interpretação de Zac Efron e Vanessa Hudgens, ídolos da geração High School Musical. Os adolescentes gostaram muito de Meu irmão. São eles também que compram os CDs da Mariana!

08) Na penúltima faixa, Fernanda Brum rouba um dos títulos de Ana Paula Valadão. Com ampla vantagem, se despede da noite como a mais mal-vestida. Ao fim da música, um convite: “confira o ato profético nos extras”. Reluto. Não, eu não sou obrigado!

Com base nesses tópicos, uno o que dizem @mariocaixa e @Cleycianne e afirmo:

Tatatatata, tatatatata, rrrrrráááátatatata, ta amarrado três vezes!

Mas é claro que eu não poderia deixar de ressaltar os pontos altos do DVD, como a bela retomada de trechos de alguns sucessos antigos, como Te agradeço, Deus de Amor, Preciso de Ti e Nos braços do Pai. Também é louvável e digna de aplausos a participação da novata Roberta Izabel. Belíssima voz e presença muitíssimo boa. Dá gosto ouvi-la, ao lado da Helena Tannure, na também bela canção A Tua vontade. Por fim, foi muito bem explorado o maravilhoso cenário oferecido pela Praça Rui Barbosa – a popular Praça da Estação -, privilegiada pela bela construção onde está instalado o Museu de Artes e Ofícios. É extremamente belo o visual oferecido de Belo Horizonte, opinião de um apaixonado-declarado da capital mineira.
Hugo Rocha

. incoerentes .