Não achei que seria tão difícil escrever um texto sobre o “dia das mães”, até pensar em fazê-lo. Acho que é porque o que é precioso demais quase sempre se torna indescritível. No caso, falo da minha mãe. Não saberia falar das mães, numa forma geral. Falo no singular, porque só conheço uma mãe: a minha. Porque conhecer implica tempo, convivência. E, em 25 anos de vida, não convivi mais tempo com ninguém que com minha mãe. É ela quem mais se dedicou a mim desde antes de descobrir que eu estava ali, em seu ventre, esperando para vir à vida.
Nenhum ser-humano pode me amar tanto como ela, mãe. Essa ligação entre mãe e filho é uma coisa bem específica, única. O laço físico representado pelo cordão umbilical revela mais uma verdade sobre a ligação existente entre mãe e filho: dessa conexão depende a vida.
Não me lembro, mas ainda bebê passei alguns dias em coma, entre a vida e a morte. Mãe esteve ali, todos os dias. Com sua calma característica, não se desesperou. Ia ao hospital, orava e pedia ao Pai que me mantivesse aqui, junto a ela. Ele atendeu. E quem mais ganhou com isso fui eu: o privilégio e a graça de ser cuidado por uma mulher de tanto valor.
Com ela, tento aprender a não me desesperar. E confiar no cuidado do Pai por mim e por nós. Quanta tranquilidade em uma pessoa só. Eu, ao contrário dela, sempre agitado, nervoso, preocupado, ansioso. Nessas horas, com paciência, ela tenta me ensinar a descansar no Amor do Pai. Entregar-me aos braços dEle. E confiar.
Há tantas coisas que parecem bobas, e com a qual a gente se acostuma, mas que representam bem o amor de mãe por nós. No meu caso, sempre fui imensamente chato na hora de comer. E quem mais faria o que mãe faz por mim: preparar algo totalmente específico pra mim, diferente do prato servido a todos em um almoço? Quem mais me ouviria desesperado, ansioso e em seu olhar e seu abraço me faria descansar?
Nunca vou conseguir demonstrar com exatidão a importância dela pra mim. Jamais poderei retribuir com igualdade o sacrifício, a entrega, tudo o que ela já fez e ainda faz por mim. Minha relação será sempre de débito. O que me faz descansar é a certeza de que o que parte dela em relação a mim é Amor, Graça. Ela só espera que eu cresça, com sabedoria, e seja feliz. Mesmo quando discorda das minhas escolhas e decisões, se desdobra para tentar me compreender. A despeito das diferenças que nos separam... O Amor que nos une é muito mais forte.
E é assim que, em minha mãe, encontro todos os dias - e não apenas hoje, a data em que as mães são celebradas - a maior expressão humana do Amor do Pai por mim!
Contradição™
. alguém, por favor, vem me tirar de mim? .
domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Oração à meia-noite
Cativaste meu coração
com simplicidade
E despertaste em mim
toda a ternura
outrora adormecida
apagada pela dor
Enterneceste meu olhar
Que, uma vez mais,
pode brilhar
Sorriso sincero
Mostra quem sou:
filho do Amor
Tomaste-me de mim mesmo
Agora sou Teu
E assim será
Enquanto for essa, não a minha,
Mas a Tua decisão
com simplicidade
E despertaste em mim
toda a ternura
outrora adormecida
apagada pela dor
Enterneceste meu olhar
Que, uma vez mais,
pode brilhar
Sorriso sincero
Mostra quem sou:
filho do Amor
Tomaste-me de mim mesmo
Agora sou Teu
E assim será
Enquanto for essa, não a minha,
Mas a Tua decisão
Amém!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Como nossos pais - Viva Elis em Belo Horizonte
Homenagear aquela que, para muitos, é a maior cantora brasileira de todos os tempos: Elis Regina. Foi com esse objetivo que Maria Rita subiu ao palco, no dia 8 de abril de 2012, para o show em Belo Horizonte da turnê “Viva Elis”. As privilegiadas pessoas que foram ao estacionamento do Parque dos Mangabeiras, no domingo de Páscoa, viram um espetáculo em que emoção, música, arte e beleza se misturaram.
Maria Rita que considero uma das maiores expressões atuais da Música Popular Brasileira mostrou no palco não uma cópia do que sua mãe fazia, mas uma releitura. E que mãe não se sentiria homenageada ao ver sua filha cantar canções que se tornaram eternas em sua voz, com uma postura própria, madura. A cada música do repertório, Maria Rita pôde mostrar, mais uma vez, quem ela é. Sem se esquecer de agradecer aquela que certamente, em sua vida, muito deixou.
A mensagem da canção de Belchior, “Como nossos pais”, que ficou eterna na voz de Elis, ao final lembra que “apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Isso não implica nenhum reducionismo daquilo que somos. Visto pelo lado positivo, mostra apenas o poder de influência que nossos pais têm sobre a formação daqueles que hoje nos tornamos. O que não significa que não possamos deixa-los orgulhosos. Maria Rita conseguiu. De forma brilhante. Única. Com certeza, a cada música cantada em Belo Horizonte e em todos os outros shows feitos por ela na turnê, sua mãe chorou. E se alegrou, cheia de orgulho.
Viva Maria Rita, Viva Elis!
A equipe da Bassa Foto Design acompanhou o show de BH. Confira as fotos feitas pelas lentes do fotógrafo Kleber Bassa.
Maria Rita que considero uma das maiores expressões atuais da Música Popular Brasileira mostrou no palco não uma cópia do que sua mãe fazia, mas uma releitura. E que mãe não se sentiria homenageada ao ver sua filha cantar canções que se tornaram eternas em sua voz, com uma postura própria, madura. A cada música do repertório, Maria Rita pôde mostrar, mais uma vez, quem ela é. Sem se esquecer de agradecer aquela que certamente, em sua vida, muito deixou.
A mensagem da canção de Belchior, “Como nossos pais”, que ficou eterna na voz de Elis, ao final lembra que “apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Isso não implica nenhum reducionismo daquilo que somos. Visto pelo lado positivo, mostra apenas o poder de influência que nossos pais têm sobre a formação daqueles que hoje nos tornamos. O que não significa que não possamos deixa-los orgulhosos. Maria Rita conseguiu. De forma brilhante. Única. Com certeza, a cada música cantada em Belo Horizonte e em todos os outros shows feitos por ela na turnê, sua mãe chorou. E se alegrou, cheia de orgulho.
Viva Maria Rita, Viva Elis!
A equipe da Bassa Foto Design acompanhou o show de BH. Confira as fotos feitas pelas lentes do fotógrafo Kleber Bassa.
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