domingo, 19 de agosto de 2007

Ou você está conectado e isolado ou você está isolado e conectado...

Meu posicionamento como comunicador real em um mundo de linguagens digitais

O mundo, agora, é guiado (e, às vezes, até dominado) pelas linguagens digitais. E, em meio a esta direção imposta pelas novas linguagens, a comunicação adquire uma nova face. Quando se fala em comunicação deve-se entender o seu - para mim principal - papel: de permitir o fluxo de todo tipo de informação entre os mais diversos tipos de indivíduos. Neste sentido, a comunicação, devido ao seu alcance, tem o poder de diminuir o isolamento dos indivíduos e, ainda, criar uma conexão entre os indivíduos mesmo em meio a circunstâncias de isolamento.


O comunicador, no intuito de cumprir sua função de gerar e permitir o fluxo das comunicações, interligando e conectado, assim, os indivíduos, precisa adequar as mensagens de comunicação criadas ao contexto real. Logo, no mundo das linguagens digitais, não há mais sentido em permanecer preso às velhas formas estabelecidas, em muitas das vezes, como ideais. O ideal da comunicação, agora, não é mais 'padrão', mas, sim, adequar-se às necessidades e demandas do contexto em que vivem aqueles que a consomem e/ou utilizam. Então, se as linguagens digitais constituem o fator que surge e começa a assumir um papel de liderança nos processos sociais, a produção de elementos e conteúdos de comunicação submetidos a elas torna-se fundamental para o sucesso dos processos comunicativos.


Deve-se entender que um indivíduo criado neste novo contexto, das linguagens digitais, espera receber a comunicação adaptada à sua forma de vida. A geração de comunicadores que está sendo formada agora e que será responsável por gerir e executar a comunicação para esta nova geração, deve, então, adaptar-se às novas formas e modelos de comunicação, devidamente orientados pelas linguagens digitais. Logo, para conseguir manter-se como produtor de conteúdos de comunicação, o profissional precisa entender algo fundamental: ele não irá gerir e executar processos relacionados à sua formação, nem à sua geração. Muito pelo contrário, há a necessidade, cada vez mais urgente, de entender e assimilar os conceitos que surgem e que direcionam a nova geração de públicos da comunicação, para quem ele irá comunicar.


Não há como fugir desta lógica, mesmo que pareça, para muitos, cruel. As opções a seguir, para aqueles que almejam atuar no campo da comunicação como produtores de conteúdo, não são muitas. A realidade é que ou adapta-se ao contexto das linguagens digitais ou toma-se outro rumo profissional. Pois, muito em breve, quem não se adequar a este contexto poderá até produzir elementos de comunicação distantes das linguagens digitais, mas o público que irá consumi-los será raro, quase extinto. No entanto, para puro lazer, porque o mercado da comunicação será para aqueles que atendem o público consumidor, que se distancia cada vez mais das formas de comunicação que não se adequam às suas linguagens específicas, às linguagens digitais.

Hugo Rocha

Um comentário:

Andy disse...

Nada pode substituir a comunicação "clássica" no posto de a mais charmosa e encantadora né? Jornais, resvistas, livros... Cartas... Eu acho né??? hehe
Mas como vc disse, são raras as excessões...
Resta adaptação... Que eu creio as vezes será um tanto quanto dolorida...
Mas como minha área não é comunicação... Eu vou vivendo sem me aperceber de que essas mudanças ocorrem e me afetam de uma maneira ou de outra... oO

Estou numa fase de "devaneios"... rs

PS. Andou bem ocupado esses dias einh? Dois textos para eu ler... Ebáaaaaaaa... xP

Saudade irmão... Abraço enorme...