sexta-feira, 7 de maio de 2010

Passagem...

Alguns pediram que eu voltasse a escrever. Mas a maioria sequer percebeu que eu parei de escrever alguma coisa por aqui...

Alguns questionaram o motivo dessa interrupção.

A verdade é que eu mesmo não sei definir. Talvez o cansaço. Talvez a vontade de parar de me expor... Sim, talvez seja isso...

Quando comecei este blog, a ideia era apenas fazer dele um laboratório. No início, só falava de esportes e de política, coisas que me fascinavam - e que ainda me fascinam. Com o passar do tempo, a pessoalidade tomou conta disto aqui.

Poesia... A dor transformada em arte. Lágrimas metamorfoseadas em beleza (ou não!). A verdade é que nem sempre fui bem interpretado. E houve vezes em que não atingi o objetivo almejado. Mas isso nunca me preocupou.

O fato é que me cansei da blogosfera. Faz tempo que não acesso os blogs que antes faziam parte da minha rota diária de visitas.

Estou cansado da internet. Noto que as pessoas estão cada vez mais virtuais. E cada vez mais no pior sentido que esse vocábulo pode ter.

É tanta gente que, por aqui, derrama o inesgotável lixo que carrega dentro de si.

E isso é triste. E isso me cansa.

Com tanta causa "pró" pra se envolver, por que o ser-humano ainda prefere levantar bandeiras "contra"? Lamentável!

Fugindo de celeumas desnecessárias, antecipo que não pretendo comprar as celeumas produzidas por terceiros. Seja aqui, seja lá fora...

A verdade é que...

...percebo que já não tenho mais paciência pra um bocado de coisas personificadas e pessoas coisificadas!

Hugo Rocha

3 comentários:

André disse...

entendo... ;D

Lipe disse...

muito bom!

Will disse...

Lastimo. Eu não entendo mais nada. Pensei que a beleza da internet é que no ambiente virtual as pessoas podem, na tentativa de reproduzir o mundo real, se expressar, se expor, serem que são, sem máscaras. Acreditei que a internet era um ambiente onde a democracia reinaria, posto que aqui podemos dizer o que quisermos, sem a obrigatoriedade de obedecer sem questionar.

Eu ainda acredito nisso, só me entristeço em ver que você, meu amigo, desistiu.

Forte abraço!