sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pela primeira vez em 2012

Aí a pessoa chega pra mim e diz: você mudou! E eu respondo: que bom. Em tom de queixa, ela reforça: mas você mudou demais! Eu reitero: que ótimo! E não, não é ironia. É a mais pura verdade. A mudança, mais que natural, é benéfica. Tenho pena dos que não mudam, continuam sempre os mesmos.


Estamos em 2012, ainda no primeiro mês. Na passagem de ano, por meio de rituais os mais estranhos, as pessoas fazem promessas mais estranhas ainda. Acham que, com a mudança do calendário, automaticamente a vida delas mudará. Mas elas não mudam, continuam as mesmas. Confesso que isso me cansa.

É, estou absolutamente cansado de pessoas que estão sempre na mesma, com os mesmos problemas, os mesmos desafios, as mesmas conversas, a mesma vidinha medíocre. E olham pra mim com repulsa por eu ter mudado. Dou graças a Deus por ser assim. Meu desejo, sincero, é que todas essas pessoas também tivessem crescido, caminhado, mudado. Mas isso não depende apenas da minha torcida. Antes, é necessária uma decisão delas.

É tão triste tentar conversar com uma pessoa que não muda. Ela é sempre previsível. Você sabe quais perguntas ela te fará, sabe quais respostas ela dará às suas perguntas, sabe os comentários que virão e até o momento certo em que a conversa irá morrer.

Estou de saco cheio de gente assim. Não tenho mais paciência para pessoas que se enquadram naquilo que descrevi. Como sou adepto de mudanças, uma das coisas que resolvi mudar a partir de agora se relaciona a essas pessoas: não vou mais aturá-las. Não vou procurá-las e pretendo evitá-las quando me procurarem.

Não sou mais inclusivo do que o necessário e nem pretendo. Isso não é saudável.

Aos que gostam da mudança, meu convite: mudem, cresçam, evoluam. Mesmo que tenham que errar. Pior que errar é permanecer sempre no mesmo lugar, na mesma estabilidade medíocre.

Um comentário:

André disse...

e vamos mudando, errando... e vivendo... bom começo de ano com a oportunidade de ler uma pouco mais de vc! ;)